UNIPOP

Quantas reuniões cabem numa reunião?

Plateia | 14:00-16:00h

Um número indeterminado de pessoas reúne-se numa sala e…
Parecem infinitas as conclusões da frase, como sugerem as reticências. Mas o verbo assinala um propósito e convida-nos a pensar num conjunto de formalidades. Qualquer um se pode encontrar, mas existe uma certa dignidade acrescida no acto de reunir, geralmente associada ao pressuposto de que algo daí resultará. Reúne-se, geralmente, para tomar decisões (ainda que não seja necessariamente esse o caso).
Imagine-se a reunião do condomínio ou da associação de pais, com fins delimitados e objectivos muito práticos, à qual não se pode escapar. Mas também a comissão parlamentar de inquérito onde se trocam piadas, ou a assembleia-geral onde se trocam insultos, ou o debate acerca de poesia que acaba aos tiros.
Alguém pede a palavra e nunca mais se cala. Alguém é instado a intervir e não sabe o que dizer. Alguém assume as funções de moderação e é acusado de ser um pequeno ditador. Alguém levanta-se e sai sem dizer uma palavra. Alguém jura que é a última vez que o apanham em semelhante salganhada. Alguém relembra que ainda há muitos pontos da ordem de trabalhos que não foram discutidos.
Poderão todas estas reuniões ser reunidas na mesma reunião?
Esta reunião parte da identificação de um conjunto de diferentes tipos de formalidade habitualmente associadas a uma reunião e procurará desconstrui-los pela sobreposição.
Um número indeterminado de pessoas reúne-se numa sala e…

A Unipop é um colectivo de Lisboa constituído em 2007 com o objectivo de disseminar o pensamento crítico e a prática militante para lá dos limites do circuito académico e da política institucional e de abrir novos espaços onde o capitalismo contemporâneo possa ser sujeito à análise e à intervenção política. A Unipop possui um conjunto de participantes mais ou menos definido mas opera enquanto rede que, nos últimos anos, congregou o envolvimento de centenas de militantes e académicos, bem como de várias organizações independentes.
Embora exista uma base de entendimento comum entre os vários membros da Unipop e os seus diversos colaboradores, uma tal base é matéria de trabalho constante, mais do que um terreno previamente demarcado ou uma linha política definida. O trabalho que desenvolvemos é aberto e cooperativo, mas também militante, e ancorado num conjunto de preocupações relacionadas com a compreensão crítica do presente e com o encorajamento de novas práticas epistémicas e emancipatórias. Trata-se de vertentes complementares de um esforço único de crítica e redefinição do âmbito do «possível».
Em suma, pretendemos que a nossa identidade seja moldada pelas nossas actividades e pelos nossos contactos e intercâmbios, mais do que por qualquer série de notas programáticas ou trajectórias pré-estabelecidas

A melhor forma de perceber o que a unipop possa ser é dar uma vista de olhos pelas iniciativas que organizamos.

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