colaboraram

Ana Pais Doutoranda em Estudos de Teatro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Visiting Scholar na NYU – TISCH de 2011 a 2012). Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela mesma instituição, onde, em 2002, obteve o grau de Mestre em Estudos de Teatro. Também em 2002, inicia no jornal Público a actividade de crítica de teatro, que viria a desempenhar, em 2003, no Expresso. Em 2004, publica O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (Colibri). Colaborou artisticamente com Miguel Seabra, João Brites, Rui Horta e Miguel Pereira. Concebeu e organizou debates e conferências vários, dentre os quais se destaca “Vanguardas. Um Espaço Ruminante”, co-autoria com Isabel Garcez, no Teatro São Luiz (2005). Participa em colóquios nacionais (Culturgest, Faculdade de Belas Artes UL, Instituto Franco-Português) e internacionais (FIRT, PSi, Universidade de Roehampton University – London, Université Lava – Québec, University of Melbourne), tendo publicado vários artigos. Foi docente na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Universidade de Évora. Integra o grupo de Teoria e Estética das Artes Performativas do CET (FLUL).

AND_Lab é um laboratório de investigação artística e criatividade científica, produzido pela RE.AL com a direcção de João Fiadeiro e Fernanda Eugénio. O AND_Lab nasce da necessidade de enquadrar, sob um mesmo tecto, um conjunto de relações que se têm vindo a desenvolver e a afirmar entre o método de Composição em Tempo Real e investigadores e instituições ligadas à Antropologia, à Economia/Gestão, à Neurobiologia ou às Ciências dos Sistemas Complexos. É um movimento que ganhou nos últimos tempos uma dinâmica importante, levando João Fiadeiro a orientar workshops em programas de mestrado, pós-graduação e doutoramento em escolas e universidades, tanto portuguesas como estrangeiras, associadas a estas disciplinas.

Beatriz Cantinho Doutorada em Dança/Filosofia pelo Colégio de Artes de Edimburgo, Universidade de Edimburgo. Visiting Scholar na NYU/TISCH, Departamentos de Performance e Cinema. Mestre em Filosofia/Estética pela U.N.L sob orientação do filósofo José Gil. Licenciada em Dança pela E.S.D. Estágios profissionais: Companhia Royal de Luxe e Teatro Noh no Kyoto Art Center. Desde 1997 que desenvolve trabalho coreográfico de sua autoria (“Parde2”, “Scch…um ensaio sobre o silêncio”, “Peça Veloz Corpo Volátil”, singularity) ou em Teatro, Artes Plásticas, cinema com trabalhos de sua autoria e/ou em colaboração com outros artistas (Herwig Turk,Valério Romão, Ricardo Jacinto, Vangelis Lymporidis, Shiori Usui, C. Spencer Yeah). O seu trabalho artístico tem sido apresentado tanto em Portugal como no estrangeiro. Investigação artística publicada: Neues Museum Weserburg Bremen, Alemanha e Journal of Theatre and Performing Arts, Reino Unido. Apresentações académicas: Universidades de Edimburgo, Cambridge, Surrey, Chelsea College of Art.

Buala A Associação BUALA actua na criação e fortalecimento de pontes culturais entre África, Portugal e Brasil. Criámos uma rede de trabalho que se materializa num portal online de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas, com produção de textos sobretudo em língua portuguesa e traduções em francês e inglês, de abordagem multissectorial e interdisciplinar –  www.buala.org. Do significado de BUALA (casa, aldeia, comunidade na língua quimbundo) retemos esse ponto de encontro entre várias geografias e contribuições, de todos os países de língua portuguesa, celebrada na sua diversidade. O conceito de África é aqui entendido no diálogo com o mundo, e vai do Rio de Janeiro a Lisboa, com várias bases no continente africano e nas ilhas.

Cristiana Pena é investigadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais – CEMRI, da Universidade Aberta. Tem vindo a dedicar-se, nos últimos anos, à investigação sobre os movimentos feministas e os movimentos lésbicos em Portugal. É Mestre em Estudos sobre as Mulheres pela Universidade Aberta, Lisboa e em Cultura Visual pela Middlesex University de Londres. Lecciona desde 2000, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha do Instituto Politécnico de Leiria. Desenvolve a tese de Doutoramento, Link and Bond: Creating Queer Feminist Subcultures.

GHOST é uma associação fundada em Lisboa em 2011 por Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot. Pretende associar-se a produção de conteúdos artísticos e teórico-práticos sob as mais diversas formas (investigações, exposições, residências, encontros e debates) que privilegiam uma abordagem experimental. E entende prolongar essas iniciativas através de um projecto editorial que se apropria dos conteúdos produzidos para os reinvestir sob a forma de publicações. O nome GHOST surge assim da inscrição e diluição das palavras ‘Guest’ e ‘Host’ uma na outra, ou seja de uma tendência programática que visa a estabelecer uma relação circular nas práticas curatoriais e editoriais e de transferências das relações autorais.

Isabel Brison  Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Escultura/Artes Plásticas na F.B.A.U.L. e é mestre em Ciências da Comunicação/Artes pela F.C.S.H.U.N.L. Expõe regularmente desde meados da década de 2000. Exposições individuais recentes incluem: O Futuro da Vida Urbana em Ruínas, Carlos Carvalho Arte Contemporânea (2012); Hechos Recientes en la Historia de las Ciudades, Galería Indecor, Lerida (2010). Colabora ocasionalmente com Nuno Rodrigues de Sousa, tendo organizado com ele os projectos “Paper Architecture” (2009) e “Daqui não se vê bem” (2011). Das suas exposições colectivas destacam-se: “Deambulações (diálogos fotográficos com Orlando Ribeiro)”,Átrio da Reitoria da Universidade de Lisboa (2012); “ Opções e Futuros #5”, Aquisições da Fundação PLMJ (2010); “Identidade e Simulacro”, Junho das Artes, Óbidos (2009); “Em Diferentes Escalas”,Espaço Avenida,Lisboa (2008). Está representada na colecção da fundação P.L.M.J., colecção BESart e na Fundación Coca-Cola Juan Manuel Sáinz de Vicuña.

José Alberto Ferreira é director do Festival Escrita na Paisagem e assistente convidado da Universidade de Évora.

Nuno Rodrigues de Sousa  Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Pintura/Artes Plásticas na F.B.A.U.L. e é mestre em Ciências da Comunicação/Artes pela F.C.S.H.U.N.L. Expõe regularmente desde meados da década de 2000. Fez uma residência artística no Chatêau de Servières em Marselha em 2012. Expôs individualmente no espaço Round the Corner/Teatro da Trindade em Lisboa em 2009 e no Centro de Artes Visuais/Project Room em Coimbra com o comissariado de Miguel Amado em 2005. Das exposições colectivas destacam-se: “O que passou continua a mudar”, Plataforma Revolver, Lisboa; “Video in Progress 3: Fields of the Performative”, Photon Gallery, Eslóvenia, “Prémio EDP Novos Artistas” no Museu da Electricidade, Lisboa em 2009; “Em diferentes escalas”, Espaço Avenida da Liberdade, Lisboa em 2008; “3º Prémio de Pintura Ariane de Rothschild”, LX Factory, Lisboa; “Prémio Jovens Pintores Fidelidade/Mundial”, Culturgest. Está representado na colecção da fundação P.L.M.J. e participa na publicação 25 Frames por segundo. Vídeos da colecção PLMJ, editado pela Assírio & Alvim em 2005.

Pedro Manuel é encenador e doutorando no departamento de Theatre Studies da Universide de Utrecht, com uma Bolsa de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia, orientado pela Prof. Maaike Bleeker, co o título provisório “Theatre without actors – presence, matter and memory”. Licenciado em Filosofia (FCSH-UNL) concluiu com a dissertação “A Ilusão Dramática”, onde pesquisou noções de ‘mimesis’, orientado pelo Prof. José Gil. Concluiu Mestrado em Estudos de Teatro (FLUL) com a dissertação “Do teatro da morte à teatralidade”, desenvolvendo a sua pesquisa em torno da proposta de T. Kantor sobre uma linhagem de autores que propunham o afastamento/substituição do actor, orientado pela Prof ª. Maria H. Serôdio, dando continuidade a esta pequisa na presente investigação sobre espectáculos contemporâneos onde o actor é removido ou substituído por espectadores,  não-actores, tecnologia ou elementos naturais.
Como artista, tem criado espectáculos que reflectem estes interesses teóricos, através de um teatro experimental e político movido pelo fascínio com presenças e com modos de representação.
www.randomassociates.blogspot.com

Paulo Raposo Docente no ISCTE-IUL desde 1990. Professor Auxiliar no Departamento de Antropologia do ISCTE, Professor convidado da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (2004-2008), Professor Visitante do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina no Brasil (2009). Foi Presidente da Direcção do Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS/ISCTE), membro da Direcção da Associação Portuguesa de Antropologia (APA, 2004-2009) e fundador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA, 2007-09), fez parte da Comissão Editorial da revista Etnográfica (2000-2009) e é colaborador do Jornal A Página. Publicou em diversas revistas e livros nacionais e internacionais, tendo editado recentemente o livroPor Detrás da Máscara. Ensaios sobre antropologia da performance entre os caretos de Podence (IMC, 2011); aguarda publicação no Brasil do livro A Terra do Não Lugar: Diálogos entre Antropologia e Performance a partir do Congresso Internacional No Performance’s Land? que organizou e foi curador juntamente com Vânia Cardoso(UFSC), John Dawsey (USP) e Teresa Fradique (ESGAD) em 2011 em Lisboa. Realizou várias investigações de terreno em Portugal trabalhando sobre temáticas como o corpo, ritual, educação e mais recentemente na área das performances culturais, turismo, património imaterial e culturas visuais. Orientou e supervisionou diversas pesquisas nas áreas das migrações, performance e ritual, estudos visuais, turismo e património, entre outras. Coordena actualmente a Pós-Graduação em Culturas Visuais Digitais do ISCTE-IUL, tendo já organizado diversos ciclos de cinema, seminários sobre antropologia visual, estudos de média e performance. Teve formação de actor e actuou como actor profissional, assistente de encenação, músico e produtor musical durante alguns anos em diversos grupos teatrais de Lisboa. Colabora regularmente com várias estruturas teatrais e performativas.

Rita M. Rufino Valente é uma académica e curadora-criadora emergente. É licenciada em Teatro pela Universidade de Évora e mestre pelo Departamento de Performance Studies (Tisch School of the Arts / NYU), onde se formou com distinção (2010) tendo recebido o prémio “Performance Studies Award”. Integra o Centro de História de Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora – CHAIA, como investigadora colaboradora. É ainda directora de produção e assistente de programação do Festival Escrita na Paisagem, um projecto que toma igualmente como objecto de estudo.

Susana Mendes Silva é artista plástica, e desde meados dos anos noventa tem vindo a criar um corpo de trabalho fragmentado e anti-linear empregando media tão diferentes como os da fotografia, vídeo, instalação, desenho e performance.  Estudou Escultura na FBAUL e frequentou o programa de doutoramento em Artes Visuais (Studio Based Research) no Goldsmiths College, Londres, tendo sido bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian. É Doutorada em Arte Contemporânea, pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, com a tese baseada na sua prática performativa – “A performance enquanto encontro íntimo”. É docente na Universidade de Évora, leccionando no curso de Arquitectura Paisagista desde 1999.

Sílvia Pinto Coelho é coreógrafa, bailarina, investigadora e professora. Encontra-se, neste momento, a desenvolver a sua tese de doutoramento “Corpo, Imagem e Pensamento, Da Pesquisa Coreográfica Contemporânea, ou da Produção de Imagens de Corpo Enquanto Discurso de Dança: Os Exemplos da Prática e do Pensamento de Lisa Nelson, Mark Tompkins, João Fiadeiro e Olga Mesa” na Universidade Nova de Lisboa, com bolsa da F.C.T. Mestre em Ciências da Comunicação (2011) e licenciada em Antropologia (2005) fez também o bacharelato em Dança da E.S.D. (1996) e o curso do Forum Dança (1999). Iniciou a sua formação de dança na Academia de Bailado Clássico Pirmin Treku do Porto, em 1981.

Stress.fm é uma rádio, sediada em Lisboa. É uma plataforma cultural sem fins lucrativos, nascida na turbulência social e tecnológica do início do século, interessada em explorar as potencialidades artísticas da união entre o digital e o analógico. A stressfm pensa na cultura como ponto de partida para uma interrogação permanente sobre o mundo, a sociedade, as suas relações.

Teresa Fradique é antropóloga, docente e investigadora na área da Antropologia da Arte e da Performance. O trabalho que tem desenvolvido cruza os instrumentos da investigação etnográfica com a reflexão critica e a produção de projectos artísticos na área das artes visuais, do teatro e das culturas urbanas. É actualmente investigadora-colaboradora do CRIA e Professora Adjunta da ESAD.CR, onde esteve envolvida, até 2010, na coordenação do Mestrado em Teatro. Prepara a sua tese de doutoramento na área do teatro contemporâneo associado às “dramaturgias do real” e ao recurso a actores não-profissionais.

Vera Mantero Estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Começou a sua careira coreográfica em 1987 e desde 1991 tem mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canada, Correia do Sul, EUA e Singapura.  Dos seus trabalhos destacam-se os solos “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” (1991), “Olympia” (1993) e “uma misteriosa Coisa, disse o e.e.cummings*” (1996), assim como as peças de grupo “Sob” (1993), “Para Enfastiadas e Profundas Tristezas” (1994), “Poesia e Selvajaria” (1998), “Até que Deus é destruído pelo extremo exercício da beleza” (2006) e a sua última criação “Vamos sentir falta de tudo aquilo de que não precisamos” (2009). Participa regularmente em projectos internacionais de improvisação ao lado de improvisadores e coreógrafos como Meg Stuart, Steve Paxton e Mark Tompkins. Desde o ano 2000 dedica-se igualmente ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.  Em 1999 a Culturgest organizou durante um mês uma retrospectiva do seu trabalho realizado até à data e que se intitulou “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004 com o trabalho “Comer o Coração”, criado em parceria com o escultor Rui Chafes .
No ano de 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e no ano 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.

Verónica Metello é licenciada em História da Arte pela UNL e Mestre em História da Arte Contemporânea pela mesma Universidade. Investigadora focada no domínio das hibridações linguísticas e formais da arte contemporânea, leccionou sobre este domínio na Pos-graduação em Comunicação Cultural da Universidade Católica de Lisboa, na Pós-Graduação ” O estado do Mundo” na Universidade Nova de Lisboa e no Mestrado em Comunicação Visual no IADE. Colaborou com a Direcção Geral das Artes no Laboratório de Arte Experimental e no Gabinete de Artes Visuais. A sua presente tese de Doutoramento, no Centro de Estudos Interdisciplinares do Séc. XX (vertente Correntes Artísticas e Movimentos Intelectuais) intitula-se “A Arte da Experiência: experiência estética e a profundidade do Mundo”.