Paulo Raposo

Performance activism and the “new/new social movements”

Num gesto estético que se constitui simultaneamente enquanto gesto político, esta conferência realizou-se no evento Indirecções Generativas e teve lugar numa estação de caminhos de ferro desactivada de Montemor-o-Novo (6 de Setembro de 2013).

O teatro tem servido de estímulo para acções de protesto, manifestações e revoluções. No entanto, nos assim chamados “novos/novos movimentos sociais” e nos protestos contemporâneos não estará a sua acção para além das performances teatrais? Não deveremos antes falar de performance activism? Ou, tratar-se-á afinal de re-performance ou mesmo de re-enactments, dado que o arquivo, a documentação, a mediatização, para além da presença, se tornaram centrais?Performance activism é assim um sistema rizomático construído por (e em) manifestações de rua, acções de desobediência civil, ocupação do espaço publico e na sua respectiva propagação e difusão na internet. Ou seja, ‘if the revolution will not be televised, will it be downloaded’?

Imagens: Isabel Brison e Nuno Rodrigues de Sousa; Som: stress.fm (Nuno Torres).

Paulo Raposo é Professor Auxiliar no Departamento de Antropologia do ISCTE e Professor convidado da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (2004-2008). Coordena actualmente a Pós-Graduação em Culturas Visuais Digitais do ISCTE-IUL. Foi Presidente da Direcção do Centro de Estudos de Antropologia Social (CEAS/ISCTE), membro da Direcção da Associação Portuguesa de Antropologia (APA, 2004-2009), fundador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA, 2007-09), e fez parte da Comissão Editorial da revista Etnográfica (2000-2009). Publicou em diversas revistas e livros nacionais e internacionais. Realizou várias investigações de terreno em Portugal trabalhando sobre temáticas como o corpo, ritual, educação e mais recentemente na área das performances culturais, turismo, património imaterial e culturas visuais. Colabora regularmente com várias estruturas teatrais e performativas.